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    O governo da Nova Zelândia prorrogou o estado de emergência até quarta-feira na cidade de Christchurch, abalada por um terramoto no sábado. Apesar da magnitude dos destroços, avaliados em 1,44 mil milhões de dólares, apenas duas pessoas sofreram ferimentos graves na cidade de 340.000 habitantes.

    O mercado da estética em Portugal está em expansão, tendo sentido pouco a crise económica dos últimos dois anos. Aumentaram os números de clientes e de tratamentos. A maturidade do mercado, a maior quantidade de informação disponibilizada e o aumento do sector privado são as principais razões apontadas para um crescimento da procura.

    O número de viaturas transportadas pela Eurotunnel, no shuttle ferroviário que liga os dois lados do canal da Mancha, estabeleceu um recorde este Verão. Entre 01 de Julho e 31 de Agosto, o tráfego de veículos ligeiros embarcados cresceu 17% face a 2009, somando 533.238 unidades.

    A China ultrapassará os 200 milhões de carros em circulação em 2020, mais do dobro do actual parque automóvel. Este ano, as vendas voltaram a crescer em Agosto na ordem dos 55,7%.

    Uma segunda estirpe da superbactéria NDM-1, resistente a antibióticos, foi identificada em França. Uma mulher desenvolveu uma infecção urinária devido a uma enterobactéria, contraída após uma intervenção cirúrgica. A superbactéria já foi detectada em vários doentes que viajaram para a Índia e para o Paquistão para realizarem cirurgias estéticas.

    Portugal é o 27º melhor país do mundo, de acordo com a revista 'Newsweek', baseado em critérios de qualidade de vida. As áreas em que Portugal obtém as melhores classificações são a saúde e o ambiente político. Na educação, Portugal é 37º, enquanto no dinamismo económico baixa para 42º. A Finlândia lidera a lista, seguida pela Suíça e a Suécia.

    O Conselho Nacional de Pesquisa de Itália propôs construir uma cópia virtual da Capela Sistina como medida para reduzir a alta afluência de visitas que ameaça a conservação dos seus frescos. O projecto sustenta-se no sucesso da sala multimédia, que em 2003 foi instalada às portas do Museu Cívico de Pádua, com uma reprodução em 3D dos frescos que Giotto realizou para a Capela dos Scrovegni. O objectivo é regular o fluxo de visitas, não fechar a Capela Sistina ao público, simplesmente oferecer ao visitante uma ferramenta para que se oriente melhor e entre para ver a obra familiarizado com o seu conteúdo.


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    "A vida é um desafio permanente"

    Nasceu no Lobito, Angola, em 10 de Maio de 1972. O pai é natural de Viseu e a mãe do concelho de Proença–a–Nova. Licenciou-se em Direito e tem o estágio da Ordem dos Advogados. É mãe de João Pedro, que tem 7 anos de idade. Os pelouros que tutela na Câmara Municipal de Loures, são: o departamento administrativo, que inclui a divisão do Património Municipal, a divisão do Arquivo Municipal e a divisão da Administração Geral, o departamento de Desenvolvimento Sócio-Económico, o qual integra a divisão das Actividades Económicas, a divisão Jurídica, que abarca o serviço de Contra-ordenações e a Fiscalização municipal, a divisão de Informação e Relações Públicas, o gabinete de Saúde e o gabinete de Consultadoria Jurídica. O seu lema de vida é: "Sou uma mulher de Causas, Respeito, e estou disponível para os outros, por isso para mim a Vida é um desafio permanente".

    Nasceu em Angola. Em que circunstâncias veio para Portugal?
    Digamos que as circunstâncias não foram propriamente originais. Na verdade, como sucedeu com vários milhares de portugueses, a rápida degradação das condições sociais e politicas em Angola, após o 25 de Abril de 74, tornou inadiável, para os meus pais, a decisão de regressar, para um futuro que, sendo, sem duvida, indefinido e exigente, se perspectivava, pelo menos, isento de riscos pessoais. Eu era muito pequena, mas tenho a consciência de terem sido tempos difíceis para a minha família.

    Como é que designa a sua actual profissão? Política?
    A resposta a essa questão é bastante simples se entendermos a Politica no seu sentido verdadeiro, sem todas as conotações negativas que, infelizmente e, na maioria das vezes, injustamente, se vulgarizaram. A Politica não é um fim em si mesmo. É isso sim, um dos mais relevantes instrumentos da Democracia e do Estado Democrático e, nesse sentido, é também ela, Democracia. Ou seja, respondendo à questão, a minha profissão é, na sua essência, servir, com dignidade e honra, o Concelho de Loures e os lourenses, entregando-lhes o melhor dos meus conhecimentos e das minhas capacidades. A política é para mim uma paixão, uma missão que abracei de “corpo e alma”, mas não é a minha profissão. Não dependo da política e estou no seu exercício de forma descomprometida.

    Algo ou alguém em particular a motivou para este tipo de desempenho autárquico?
    Julgo que era algo que já se encontrava no meu íntimo, mesmo antes de o ter concretizado. A tal paixão por causas no geral e pelo auxílio às pessoas, são a génese da minha motivação. Penso, também, que é impossível ficar indiferente à forma sentida e extraordinariamente dedicada, como o actual presidente da Câmara Municipal de Loures, Eng.º Carlos Teixeira, se entrega ao concelho e às suas gentes. A forma singular como vem, há vários anos, sabendo catalizar vontades, harmonizar divergências e reformar, tem inspirado muitos quantos com ele têm tido o privilégio de privar e trabalhar. Agora, se me pergunta quem me motivou? Só posso responder: as pessoas.

    E, entretanto, surge um convite para integrar, directamente, a equipa de administração municipal…
    É verdade. Se posso afirmar que a minha motivação para a política era algo de endógeno, o principal catalisador dessa motivação foi, sem dúvida, o actual presidente de câmara. Não podendo esquecer, igualmente, um grande amigo o Dr. João Varandas Fernandes que, também, teve a sua “influência”. Contudo e sem falsas modéstias, sinto que esse convite surgiu com a normalidade própria de um percurso que, julgo, tem sido coerente e relativamente bem sucedido.

    A nova função compensa o quê, a que níveis?
    É um pouco ingrato responder a esta questão com um período em exercício de funções, ainda, tão curto. No entanto, é já evidente que as novas funções permitem uma envolvência diferente que, sendo mais exigente, é também mais estimulante, porquanto me coloca nos centros decisórios da autarquia e permite, por isso mesmo, um potencial de maior objectivação da minha actuação, que perspectivo sempre em prol do lourenses e do concelho de Loures. Por isso, sempre direi que esta nova função de vereadora compensa no plano da satisfação pessoal, da paixão à qual já me referi. É altamente compensador sentir que podemos ser parte da solução dos problemas concretos das pessoas que nos procuram. A política só pode ser considerada como uma missão, quando isso não acontecer já não somo úteis e o melhor será retirarmo-nos. Do ponto de vista financeiro, posso dizer que fui uma das pessoas que fiquei a perder desde que entrei para a política. São escolhas, a vida é feita de opções. Mas posso, igualmente, afirmar que nunca me arrependi desta decisão.

    Qual é a sua maior dificuldade de execução? Já enfrentou algum género de obstáculo ou resistência, à partida inesperado da sua parte, que a impediu de dar cumprimento por si previsto?
    As dificuldades existem sempre, bem como obstáculos e resistências. Vivemos num País e numa época em que as restrições financeiras se reflectem, de forma negativa, na actuação do Estado no seu todo, incluindo é claro as Autarquias. Mas nada disso era inesperado. Por isso, creio, que foi precisamente esse o mandato conferido pelos lourenses, um voto de confiança nas nossas capacidades e inteligência para enfrentarmos os desafios que se nos apresentam. Na verdade, estou confiante que, com o trabalho consciente e dedicado de todos os órgãos autárquicos, todas essas dificuldades serão enfrentadas com sucesso.

    A tarefa, embora em áreas distintas, foi mais aliciante e fascinante enquanto advogada, adjunta de presidente de câmara ou autarca?
    O Direito e a Advocacia são as minhas áreas de formação e são, sem dúvida, uma paixão antiga e persistente. Enquanto Advogada, fui confrontada com realidades que me eram completamente desconhecidas. Com duras realidades, devo acrescentar, que me “aguçaram” o sentido de justiça e de serviço social. No entanto, o desempenho da função de adjunta da presidência revelou-se uma experiência extraordinariamente desafiante e enriquecedora, pela sua exigência e multi-disciplinaridade que, estou convicta, me ajudaram a preparar para as funções que agora desempenho. As responsabilidades são agora acrescidas e os desafios colocam-se a um nível superior, no entanto, o motivo e a motivação continuam os mesmos: as pessoas.

    Qual é o seu entendimento sobre a Lei da Paridade? A obrigação de incluir um terço de mulheres nas listas, beneficiou a sua eleição?
    Tenho um sentimento misto, pois se por um lado a ideia de quotas por género me parece menorizadora do extraordinário papel das mulheres na sociedade e nas instituições – que deveria dispensar qualquer proteccionismo -, por outro não posso deixar de reconhecer que, a Lei da Paridade pode ser uma forma relativamente eficaz de conseguir diluir alguma cristalização de hábitos e consciências, que ainda subsiste. No entanto, ainda estamos longe da realidade de alguns Países Nórdicos, assim, a Lei é um mal necessário. Julgo não ter sido beneficiada pela Lei da Paridade. Acho que a escolha que recaiu sobre a minha pessoa se deveu à competência e dedicação demonstradas ao longo do tempo em que fui adjunta do presidente da câmara. E principalmente, pelo empenho que coloco nas batalhas que travo.

    Os lugares remunerados e as regalias dos políticos são muito invejados…
    Penso que, ao longo dos últimos anos se fomentou, talvez um pouco por culpa de todos nós, uma noção profundamente redutora dacarreira politica, esquecendo que muito do que é hoje Portugal, com feitos e conquistas que a todos, nos devem orgulhar, foi conseguido, inequivocamente, por políticos, mulheres e homens, que nas mais diversas funções, se entregaram de corpo e alma ao serviço de Portugal e dos Portugueses. Embora, exista uma ideia da remuneração e das regalias dos políticos que é exagerada e por isso alvo de algumas criticas e invejas. No entanto, como em muitas outras áreas, existem políticos demasiadamente bem pagos face ao que fazem e outros que pelo trabalho, esforço e dedicação são mal remunerados.

    Ganhou mais amigos ou contabiliza mais falsos amigos?
    Ganhei mais amigos, inquestionavelmente. Penso que quando se trabalha com dedicação e sinceridade, como sempre procuro fazer, as amizades acabam por acontecer de forma natural. Os amigos que já trazia, esses sempre demonstraram estar do meu lado, sempre me apoiaram e nunca deixaram de acreditar em mim. É claro que ao longo da vida politica algumas pessoas se aproximaram, nem sempre pelos melhores motivos, mas felizmente esses são facilmente detectados e constituem uma ínfima minoria. Quanto a falsos amigos, estou convicta que não os terei. Mas, se os tivesse, seguramente não iria perder um segundo que fosse a contabilizá-los.

    Que período(s) do dia dedica à família?
    Em primeiro lugar, tenho que reconhecer que esses períodos, que me são absolutamente preciosos e fundamentais, acabam um pouco prejudicados pela tremenda exigência das funções que desempenho. Mas, felizmente, desfruto de um ambiente familiar tranquilo e equilibrado que me assegura, um sempre necessário refúgio de tranquilidade e intimidade. E, neste sentido, são quase sempre as pequenas coisas, os pequenos gestos que fazem a diferença, sendo todos eles muito apreciados e partilhados em comum. Ainda assim, faço questão de acompanhar o meu filho em todos os seus projectos escolares e de o ajudar nas suas tarefas diárias. É algo que não prescindo.

    Tem vícios?
    Sem qualquer dúvida, os meus principais vícios são o meu filho e a minha família, pois por mais tempo que estejamos juntos, esse tempo sempre me parece bem menos, do que aquele que desejo e necessito.

    E hobbies?
    Adoro ler e, sempre que tenho oportunidade, vou ao teatro, ao cinema, assisto a concertos e vou a exposições, sem esquecer os muitos e maravilhosos museus deste País.

    É simpatizante ou sócia de algum clube?
    Sou simpatizante do Sporting, mas, na verdade, não acompanho, de forma próxima, esse singular fenómeno de massas que é o futebol.

    Qual a antevisão que faz do seu futuro pessoal?
    Se há dez anos atrás me dissessem que estaria aqui a responder a uma entrevista como vereadora, eu não acreditaria, por isso não faço planos a muito longo prazo. Tenho um compromisso de quatro anos com a população que me elegeu. Mas sempre direi, em relação ao futuro que procuro sempre uma projecção que seja tão consciente como ambiciosa. Dito de outra forma, tenho, como a maioria das pessoas, a expectativa de aprender e evoluir mas nunca, em qualquer circunstância, me deixo embevecer por este ou aquele sucesso e mantenho a razão e o discernimento como motes do meu percurso.

    E em relação à comunidade do município de Loures, qual é o seu prognóstico?
    É optimista, não tenho dúvidas que os anos que se avizinham serão melhores que os anteriores, colocando o Concelho de Loures, cada vez mais, na vanguarda dos concelhos portugueses, em termos de prosperidade, modernidade, politicas sociais e de humanismo. Loures tem uma óptima localização geográfica,tem actividade industrial, tem serviços de qualidade e um sector primário que prima pela excelência, com especial relevância para a produção vinícola. Vai ter o tão desejado Hospital de Loures, tem centros escolares adequados e um nível de literacia elevado, tem óptimas acessibilidade e vai ter em breve o metropolitano, e mais do que isso tudo, tem um potencial humano extraordinário.

    Está convicta de que…
    O Futuro será sempre melhor! Estou (renovadamente) convicta de que o concelho de Loures e os lourenses merecem o melhor da minha dedicação e o máximo do meu esforço.

    As suas ambições, que lhe pedimos para enumerar, prendem-se, fundamentalmente, com a vida pessoal ou com o percurso profissional?
    As duas faces, a vida profissional e a vida pessoal, não podem ser dissociadas uma da outra. Pelo contrário, são complementares. As minhas maiores ambições são educar o meu filho com o amor e carinho que qualquer filho merece e nos valores que me foram de igual forma transmitidos pelos meus pais, isto no plano pessoal. No plano profissional espero, fundamentalmente, conseguir ter uma actuação relevante nas funções em que fui investida, cumprindo com honra, brio e dedicação os tremendos desafios que se irão apresentar.

    Independentemente dos deveres e obrigações a que está sujeita, por via legislativa e regimentar, impôs regras a si mesma de ordem comportamental ou outras?
    Não tive de impor qualquer outra regra. A principal regra que me imponho é a de me sentir, em cada dia, uma pessoa respeitada pelo meu trabalho e pela minha conduta.

    Qualquer dia, quando finalizado o trabalho autárquico, espera ter um sentimento que lhe permita dizer o quê e a quem?
    Com toda a sinceridade, não consigo nem desejo ter uma tal visão do meu trabalho. Na verdade, espero apenas, quando concluir as minhas funções na autarquia, ter a certeza de que tudo fiz, quanto estava ao meu alcance, para honra r o meu compromisso para com os cidadãos de Loures. Por isso, espero olhar para mim e puder dizer: Missão cumprida!

     

    Entrevista publicada no semanário "O Meu Jornal",

    para os concelhos de Loures e Odivelas, em Dezembro de 2009.

     

     

     
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    Por Francisco Alves da Costa 

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    Tiago Correia.
    O Bebé, da Casa do Gaiato em Inglaterra. Com formação nos juniores de Loures, integra a equipa profissional do Manchester United.
    Leia aqui esta reportagem


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