Dicionário Fevereiro 2010
 
 
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    O governo da Nova Zelândia prorrogou o estado de emergência até quarta-feira na cidade de Christchurch, abalada por um terramoto no sábado. Apesar da magnitude dos destroços, avaliados em 1,44 mil milhões de dólares, apenas duas pessoas sofreram ferimentos graves na cidade de 340.000 habitantes.

    O mercado da estética em Portugal está em expansão, tendo sentido pouco a crise económica dos últimos dois anos. Aumentaram os números de clientes e de tratamentos. A maturidade do mercado, a maior quantidade de informação disponibilizada e o aumento do sector privado são as principais razões apontadas para um crescimento da procura.

    O número de viaturas transportadas pela Eurotunnel, no shuttle ferroviário que liga os dois lados do canal da Mancha, estabeleceu um recorde este Verão. Entre 01 de Julho e 31 de Agosto, o tráfego de veículos ligeiros embarcados cresceu 17% face a 2009, somando 533.238 unidades.

    A China ultrapassará os 200 milhões de carros em circulação em 2020, mais do dobro do actual parque automóvel. Este ano, as vendas voltaram a crescer em Agosto na ordem dos 55,7%.

    Uma segunda estirpe da superbactéria NDM-1, resistente a antibióticos, foi identificada em França. Uma mulher desenvolveu uma infecção urinária devido a uma enterobactéria, contraída após uma intervenção cirúrgica. A superbactéria já foi detectada em vários doentes que viajaram para a Índia e para o Paquistão para realizarem cirurgias estéticas.

    Portugal é o 27º melhor país do mundo, de acordo com a revista 'Newsweek', baseado em critérios de qualidade de vida. As áreas em que Portugal obtém as melhores classificações são a saúde e o ambiente político. Na educação, Portugal é 37º, enquanto no dinamismo económico baixa para 42º. A Finlândia lidera a lista, seguida pela Suíça e a Suécia.

    O Conselho Nacional de Pesquisa de Itália propôs construir uma cópia virtual da Capela Sistina como medida para reduzir a alta afluência de visitas que ameaça a conservação dos seus frescos. O projecto sustenta-se no sucesso da sala multimédia, que em 2003 foi instalada às portas do Museu Cívico de Pádua, com uma reprodução em 3D dos frescos que Giotto realizou para a Capela dos Scrovegni. O objectivo é regular o fluxo de visitas, não fechar a Capela Sistina ao público, simplesmente oferecer ao visitante uma ferramenta para que se oriente melhor e entre para ver a obra familiarizado com o seu conteúdo.


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    DICIONÁRIO DE BARBARISMOS DA LINGUAGEM CORRENTE

    CORRETOR – Quem corrige alguma coisa designa-se habitualmente por corrector (leia-se currètor), já que, segundo a regra, o c antes do t serve para abrir a vogal anterior. Mas quem se ocupa de operações financeiras na Bolsa ou estabelecimentos congéneres tem de ser apelidado necessariamente de corretor, com e surdo, como o da última sílaba de leme.
    Estas foram igualmente as pronúncias alvitradas por João de Deus, a páginas 216 e 217 do seu “Dicionário Prosódico de Portugal e Brasil”, dado à estampa em 1895, e confirmadas em 2001 por José Pedro Machado, no “Grande Vocabulário da Língua Portuguesa”.

    CORRIMÃO – Assim como o plural de mão se faz por acrescentamento de um s à forma do singular, assim também devemos proceder relativamente ao plural de corrimão.
    O nosso povo, porém, insiste em corrimões, de cuja existência não nos podemos abstrair, embora aconselhemos, preferentemente, o emprego do plural corrimãos, pois são as mãos, e não as mões, que deslisam habitualmente ao longo do mainel (barra, auxiliar das descidas e subidas, existente nas escadas), conforme opinião de Vasco Botelho de Amaral, expressa a páginas 999, 1º. volume, do seu “Grande Dicionário de Dificuldades e Subtilezas do Idioma Português”.

    CORTE – Além de se referir a palácio ou habitação real, quando pronunciado côrte, o vocábulo registado em epígrafe também pode significar: curral, isto é, abrigo para cabras, porcos e ovelhas. Neste caso, porém, a pronúncia da vogal o não é fechada, mas sim aberta (córte), como se fosse rima perfeita de morte ou sorte. Deriva do acusativo latino cohorte-, que significava originariamente parte de legião, bando armado, magote, chusma, grupo de pessoas, multidão.

    COSTELETA – Este vocábulo deve ser escrito e pronunciado costeleta, pois encontra-se relacionado com costela, e não costola, termo inexistente no linguajar português.
    Entende-se por costeleta, como é do conhecimento geral, excepto do dos infractores, a costela dos animais de consumo com alguma carne aderente. Esta palavra serve também para designar o desenho de suíças, ligeiramente arqueadas em forma de costela, que alguns homens usam para se tornarem mais notados pela sua excentricidade.

    COUVE-LOMBARDA – Originária da província italiana da Lombardia, sempre ouvimos chamar, desde a nossa infância, couve-lombarda a uma crucífera, de folhas carnudas, muito saborosas, à qual se atribui agora (não sabemos porquê) apenas o nome de lombardo.
    Para reforço da nossa afirmação, convém mencionarmos aqui o seguinte: em 1965, na poesia “O Guarda-chuva”, inserta na página 179 do livro “Obra Poética de José Carlos Ary dos Santos”, ainda se pode ler a designação tradicional de couve-lombarda, por nós sempre defendida, mas agora infortunadamente votada ao ostracismo por alguns dos seus vendedores. Mais adiante, a páginas 26 da mesma obra, o inesquecível poeta fala outrossim de lombardas e repolhos, o que vem fortalecer ainda mais a nossa modesta asserção.
    Ora, até aqui, tal mudança designativa poderia considerar-se desculpável, porquanto as línguas, no decurso dos séculos, estão sujeitas a transformações de natureza gráfica ou semântica. Retemos ainda na memória, por exemplo, a palavra tratante, que se tomava outrora como sinónima de negociante, mas que presentemente contém o sentido pejorativo de: malandro, maroto, velhaco, patife, mariola. O que nos causou, porém, agora grande perplexidade foi o facto de termos surpreendido, num anúncio televisivo (sempre a mesma pecha), o nome de couve (palavra do género feminino) seguida erroneamente do adjectivo lombardo (no masculino). Então é assim, estropiadamente, sem se olhar à concordância, que se deve falar e escrever em português moderno? Afinal a que sexo é que pertence a couve: ao feminino ou ao masculino? Não será melhor que os redactores de mensagens comerciais, antes de as publicarem, as façam antecipadamente submeter a uma análise de pessoas competentes em matéria gramatical, a fim de se não sujeitarem posteriormente à mordacidade pública?

     

     

     
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    Dicionário

    Por Francisco Alves da Costa 

    Reportagem

    Tiago Correia.
    O Bebé, da Casa do Gaiato em Inglaterra. Com formação nos juniores de Loures, integra a equipa profissional do Manchester United.
    Leia aqui esta reportagem


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